CONSOLO
As asas do sono
Varrem minhas pálpebras
E eu não consigo ver.
As patas da dor
Permanecem sobre meu peito
E eu não consigo respirar
O fogo da brasa
Arde minhas mãos
E eu não consigo impedir
E quando, finalmente, o sopro da vida se extingue
Eu não posso deixar de sorrir.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
AMO TANTO
AMO TANTO
Se par tudo precede uma questão
Se pra tudo merece uma in tensão
Se pra tudo reside uma lição
Se pra tudo persiste uma função
Se pra tudo existe uma razão
Então, por quê?
Se par tudo precede uma questão
Se pra tudo merece uma in tensão
Se pra tudo reside uma lição
Se pra tudo persiste uma função
Se pra tudo existe uma razão
Então, por quê?
SEMPRE MAIS
SEMPRE MAIS
Se já não bastasse ver
Quero.
Se já não bastasse sonhar
Vivo.
Seja não bastasse pensar
Faço.
Se já não bastasse beijar
Amo.
Se já não bastasse ver
Quero.
Se já não bastasse sonhar
Vivo.
Seja não bastasse pensar
Faço.
Se já não bastasse beijar
Amo.
INSEPARÁVEL
INSEPARÁVEL
Nem chuva
Nem gato
Nem rua
Nem poste
Nem vento
Nem morro
Nem noite
Nem rio
Nada.
Nadas mesmo, pode separar você de mim.
Nem chuva
Nem gato
Nem rua
Nem poste
Nem vento
Nem morro
Nem noite
Nem rio
Nada.
Nadas mesmo, pode separar você de mim.
NÓS DOIS
NÓS DOIS
Me toca
Me leva
Me cala
Me beija
Me deixa
Me acha
Me ata
Me fala
Me marca
Me xinga
Me usa
Me ama.
Me toca
Me leva
Me cala
Me beija
Me deixa
Me acha
Me ata
Me fala
Me marca
Me xinga
Me usa
Me ama.
SURPRESAS
SURPRESAS
Quem diria que chegaríamos a tanto
Que faríamos-nos tolos e mentirosos
Eu levaríamos desaforo para casa
Que teríamos vidas paralelas.
Quem diria que tornaríamos isso
Que desperdiçaríamos tempo e sonhos
Que juntaríamos forças um contra o outro
Que diria que nos decepcionaríamos
A ponto de permitir
Que tudo de bom que vivemos um dia
Se perdesse para sempre.
Quem diria que chegaríamos a tanto
Que faríamos-nos tolos e mentirosos
Eu levaríamos desaforo para casa
Que teríamos vidas paralelas.
Quem diria que tornaríamos isso
Que desperdiçaríamos tempo e sonhos
Que juntaríamos forças um contra o outro
Que diria que nos decepcionaríamos
A ponto de permitir
Que tudo de bom que vivemos um dia
Se perdesse para sempre.
CAMINHOS
CAMINHOS
Solos e poetas
Saltos e gatos
Perdidos no finito, mesmo assim.
Marcha de gotas
Fronhas em brancas nuvens
Chacoalhando o imenso azul.
Nada mais tardará
Nada mais tornará
Botas e sapos e lesmas
Sem se deixar levar.
O forte abrigando a noite
Que espera a lua arder
Chora, chora, chora
Mas fica
Só pra poder lembrar.
Nada mais vale tanto
Luta e caminhada sem gana
Sem nem mesmo respeito por nada
Apenas para dizer que foi.
Grita a dor da morte
Grita a cor da vida
Lamenta a teimosia
Que não permite o descanso
E nos mantém atados, todos
Paralelos,
Eternamente paralelos.
Solos e poetas
Saltos e gatos
Perdidos no finito, mesmo assim.
Marcha de gotas
Fronhas em brancas nuvens
Chacoalhando o imenso azul.
Nada mais tardará
Nada mais tornará
Botas e sapos e lesmas
Sem se deixar levar.
O forte abrigando a noite
Que espera a lua arder
Chora, chora, chora
Mas fica
Só pra poder lembrar.
Nada mais vale tanto
Luta e caminhada sem gana
Sem nem mesmo respeito por nada
Apenas para dizer que foi.
Grita a dor da morte
Grita a cor da vida
Lamenta a teimosia
Que não permite o descanso
E nos mantém atados, todos
Paralelos,
Eternamente paralelos.
Aspirações
ASPIRAÇÕES
O que poderia
Um coração apaixonado esperar?
Romance? Suspense? Poema?
O que poderia
Um ser apaixonado provocar?
Calafrios? Agonia? Sensualidade?
O que poderia
O amante desejar?
Luar? Luxúria? Paz?
O que poderia
Eu, então, sonhar?
Amor? Cumplicidade? Filosofia?
É uma pena!
Mas acho que tudo isso está perdido.
Ou será que nem existe?
Ou será que nem é justo?
Ou será que tudo é loucura?
Só fantasia?!
Fantasia de um tolo.
Tolo, este, que busca nas estrelas e na lua
A inspiração para ser feliz
Que busca no sol nascente
A esperança de recomeçar
Que busca no olhar de outro alguém
Outro tolo
Para não se sentir tão só.
O que poderia
Um coração apaixonado esperar?
Romance? Suspense? Poema?
O que poderia
Um ser apaixonado provocar?
Calafrios? Agonia? Sensualidade?
O que poderia
O amante desejar?
Luar? Luxúria? Paz?
O que poderia
Eu, então, sonhar?
Amor? Cumplicidade? Filosofia?
É uma pena!
Mas acho que tudo isso está perdido.
Ou será que nem existe?
Ou será que nem é justo?
Ou será que tudo é loucura?
Só fantasia?!
Fantasia de um tolo.
Tolo, este, que busca nas estrelas e na lua
A inspiração para ser feliz
Que busca no sol nascente
A esperança de recomeçar
Que busca no olhar de outro alguém
Outro tolo
Para não se sentir tão só.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
QUEM SOU EU
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem devo ser eu?
Sou um sopro?
Uma sombra?
Um espasmo?
Preciso de respostas, agora.
Será que sou um coração despedaçado,
Ou a inspiração que anda?
Quem sabe o amante em busca de um muro,
Ou um muro a ser rabiscado pelos que amam?
Passo pela rua e vejo pessoas
Com as mesmas dúvidas.
Então volto e me questiono novamente:
Sou o amanhã
O hoje
O ontem agora morto?
Serei uma das gotas de orvalho
De uma dessas madrugadas quaisquer,
Que ninguém viu?
Talvez eu seja um vento.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um vento,
Pois não posso viajar pelo mundo a fora
Varrendo mágoas
Ou sepultando felicidades!
Talvez eu seja um grão de areia.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um grão de areia,
Pois não poderia ser igual aos outros grãos
Nem tão puro d’alma quanto eles!
Talvez eu seja uma andorinha
Ou um pintassilgo
Talvez uma gaivota.
Queria os ser!
Mas...
Não, não sou uma andorinha
Ou um pintassilgo
Ou uma gaivota,
Pois não faço verões,
Nem canto doces melodias,
Nem plano sobre oceano saudosista!
E agora?
Talvez eu seja o amor
A tristeza
Ou a esperança de ser feliz!
Não, não sou nada disso!
Sou um mero animal pensante.
Que anda
Que fala
E que escreve!
Quem sou eu?
Quem devo ser eu?
Sou um sopro?
Uma sombra?
Um espasmo?
Preciso de respostas, agora.
Será que sou um coração despedaçado,
Ou a inspiração que anda?
Quem sabe o amante em busca de um muro,
Ou um muro a ser rabiscado pelos que amam?
Passo pela rua e vejo pessoas
Com as mesmas dúvidas.
Então volto e me questiono novamente:
Sou o amanhã
O hoje
O ontem agora morto?
Serei uma das gotas de orvalho
De uma dessas madrugadas quaisquer,
Que ninguém viu?
Talvez eu seja um vento.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um vento,
Pois não posso viajar pelo mundo a fora
Varrendo mágoas
Ou sepultando felicidades!
Talvez eu seja um grão de areia.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um grão de areia,
Pois não poderia ser igual aos outros grãos
Nem tão puro d’alma quanto eles!
Talvez eu seja uma andorinha
Ou um pintassilgo
Talvez uma gaivota.
Queria os ser!
Mas...
Não, não sou uma andorinha
Ou um pintassilgo
Ou uma gaivota,
Pois não faço verões,
Nem canto doces melodias,
Nem plano sobre oceano saudosista!
E agora?
Talvez eu seja o amor
A tristeza
Ou a esperança de ser feliz!
Não, não sou nada disso!
Sou um mero animal pensante.
Que anda
Que fala
E que escreve!
O CLAUSTRO
O claustro
Se eu fechar os olhos
Todos os sons da sala cessarão.
Se eu fechar os olhos
Todas as pessoas da sala desaparecerão.
O chão será outro chão
Será madeira
Em vez de azulejo
Será misto
Em vez de homogêneo
Será negro em vez de amarelo.
Se eu fechar os olhos
Não haverá mais paredes
Não haverá mais teto
Estarei cercada pelo mar
E pelo céu.
Eu sentirei o cheiro
E até mesmo o gosto do sal.
E não esse amargo pó de giz.
Eu sentirei o calor do sol
O arrepio do vento
A vibração das pedras
Quando as ondas do mar vierem.
E não o torpor e o azedume
Do claustro.
Se eu fechasse os olhos
Talvez eu pudesse me transportar
Pra onde me sinto bem
Pra onde me sinto toda.
Guarapari,
Saudades de mim?
Se eu fechar os olhos
Todos os sons da sala cessarão.
Se eu fechar os olhos
Todas as pessoas da sala desaparecerão.
O chão será outro chão
Será madeira
Em vez de azulejo
Será misto
Em vez de homogêneo
Será negro em vez de amarelo.
Se eu fechar os olhos
Não haverá mais paredes
Não haverá mais teto
Estarei cercada pelo mar
E pelo céu.
Eu sentirei o cheiro
E até mesmo o gosto do sal.
E não esse amargo pó de giz.
Eu sentirei o calor do sol
O arrepio do vento
A vibração das pedras
Quando as ondas do mar vierem.
E não o torpor e o azedume
Do claustro.
Se eu fechasse os olhos
Talvez eu pudesse me transportar
Pra onde me sinto bem
Pra onde me sinto toda.
Guarapari,
Saudades de mim?
SONHANDO COM AS NUVENS
Sonhando com as nuvens
Olhando as nuvens lá em cima
Me lembrei do sonho
Onde havia
Nuvens-carneiros
Nuvem-bulmerangue
Nuvem-boca
Nuvem-cavalo-marinho
Nuvem-bailarina
Nuvem-algodão-doce
Nuvem-montanha
Nuvem-peneira
Nuvem-cabelo-de-anjo
Nuvem-eu-mesma
Sim, eu estava lá.
Ora subindo
Ora planando
Ora mergulhando
E novamente subindo
Planando
Mergulhando
Eu não me sentia só
Todas as nuvens do céu
Me faziam companhia
Nada era vazio
Nada era raso
Nada era triste
Tudo era intenso
Total
Possível
E não havia conquistas
Pois não faltava mais nada
Eu, parte das nuvens
As nuvens, parte de mim
Acordei feliz.
Olhando as nuvens lá em cima
Me lembrei do sonho
Onde havia
Nuvens-carneiros
Nuvem-bulmerangue
Nuvem-boca
Nuvem-cavalo-marinho
Nuvem-bailarina
Nuvem-algodão-doce
Nuvem-montanha
Nuvem-peneira
Nuvem-cabelo-de-anjo
Nuvem-eu-mesma
Sim, eu estava lá.
Ora subindo
Ora planando
Ora mergulhando
E novamente subindo
Planando
Mergulhando
Eu não me sentia só
Todas as nuvens do céu
Me faziam companhia
Nada era vazio
Nada era raso
Nada era triste
Tudo era intenso
Total
Possível
E não havia conquistas
Pois não faltava mais nada
Eu, parte das nuvens
As nuvens, parte de mim
Acordei feliz.
CAINDO NA REAL
Caindo na real
Um dia eu olhei pra você
Como se houvesse encontrado um amigo
Como se houvesse encontrado um apoio
Como se houvesse encontrado um sentido.
Um dia olhei pra você
Como se o mundo fosse um lugar melhor
Como se o mundo fosse um lugar a dois
Como se o mundo fosse um lugar perfeito
Um dia olhei pra você
Como se fosse possível amar pra sempre
Como se fosse possível amar intensamente
Como se fosse possível amar você mais que a mim mesma
Um dia olhei pra você
Como se pudesse compreender tudo o que pensa
Como se pudesse compreender tudo o que espera
Como se pudesse compreender tudo o que sente
Porém, um dia, ao olhar pra você
Nada mais fazia sentido
Nada mais era um sonho
Nada mais era perfeito
E tudo ficou confuso
E tudo ficou diferente
E tudo ficou opaco
Mas estamos todos
Apenas tentando sobreviver aos nossos sonhos
Nossos próprios desejos egoístas
De encontrarmos nossa própria felicidade
E esquecemos que o outro
Que está ao lado
Pode não ver,
Não ser,
Não sentir
Ou não querer nada disso.
Um dia eu olhei pra você
Como se houvesse encontrado um amigo
Como se houvesse encontrado um apoio
Como se houvesse encontrado um sentido.
Um dia olhei pra você
Como se o mundo fosse um lugar melhor
Como se o mundo fosse um lugar a dois
Como se o mundo fosse um lugar perfeito
Um dia olhei pra você
Como se fosse possível amar pra sempre
Como se fosse possível amar intensamente
Como se fosse possível amar você mais que a mim mesma
Um dia olhei pra você
Como se pudesse compreender tudo o que pensa
Como se pudesse compreender tudo o que espera
Como se pudesse compreender tudo o que sente
Porém, um dia, ao olhar pra você
Nada mais fazia sentido
Nada mais era um sonho
Nada mais era perfeito
E tudo ficou confuso
E tudo ficou diferente
E tudo ficou opaco
Mas estamos todos
Apenas tentando sobreviver aos nossos sonhos
Nossos próprios desejos egoístas
De encontrarmos nossa própria felicidade
E esquecemos que o outro
Que está ao lado
Pode não ver,
Não ser,
Não sentir
Ou não querer nada disso.
ASPIRAÇÕES
Aspirações
O que poderia
Um coração apaixonado esperar?
Romance? Suspense? Poema?
O que poderia
Um ser apaixonado provocar?
Calafrios? Agonia? Sensualidade?
O que poderia
O amante desejar?
Luar? Luxúria? Paz?
O que poderia
Eu, então, sonhar?
Amor? Cumplicidade? Filosofia?
É uma pena
Mas acho que tudo isso
Está perdido.
Ou será que nem existe?
Ou será que nem é justo?
Ou será que tudo é loucura?
Só fantasia!?
Fantasia de um tolo.
Tolo, este, que busca nas estrelas e na lua
A inspiração pra ser feliz
Que busca no sol nascente
A esperança de recomeçar
Que busca no olhar de um outro alguém,
Outro tolo,
Pra não se sentir tão só.
O que poderia
Um coração apaixonado esperar?
Romance? Suspense? Poema?
O que poderia
Um ser apaixonado provocar?
Calafrios? Agonia? Sensualidade?
O que poderia
O amante desejar?
Luar? Luxúria? Paz?
O que poderia
Eu, então, sonhar?
Amor? Cumplicidade? Filosofia?
É uma pena
Mas acho que tudo isso
Está perdido.
Ou será que nem existe?
Ou será que nem é justo?
Ou será que tudo é loucura?
Só fantasia!?
Fantasia de um tolo.
Tolo, este, que busca nas estrelas e na lua
A inspiração pra ser feliz
Que busca no sol nascente
A esperança de recomeçar
Que busca no olhar de um outro alguém,
Outro tolo,
Pra não se sentir tão só.
SEM SONHOS
Sem sonhos
Esqueça!
Esqueça o sonho!
Senão, o sonho vai te dominar.
Você pode acreditar nele!
Esquecer para endurecer.
Ou vai ficar mole,
E começar a achar ser possível.
O sonho é chamado assim
Porque é só isso que ele é.
Sonho... Imaginação... Ilusão...
Senão, seria realidade!
Todas as noites
Dormimos pra poder sonhar.
E é à noite principalmente
Que ele vem nos atentar.
Mostra um mundo lindo
Cheio de compreensão.
AH! Quem dera!
Compreensão, companheirismo, cumplicidade, apoio
Nada disso é verdadeiro.
Cuidado!
Se você acreditar nessas palavras
Pode cometer muitos erros.
E o principal:
Sonhar encontrá-las!
Que lástima!
Eu acreditei.
Agora devo endurecer.
Esquecer que eu queria essas coisas
E deixar a natureza em paz.
Não se pode forçar pedra a pluma
Não se pode calar dor a euforia
Não se pode querer música a discurso.
Agora o lema é ser solitário acompanhado
Ter e não usar
Poder e não querer
Saber e não fazer
Amar,
AH! Amar e guardar
Para sempre dentro de mim essa dor.
Esqueça!
Esqueça o sonho!
Senão, o sonho vai te dominar.
Você pode acreditar nele!
Esquecer para endurecer.
Ou vai ficar mole,
E começar a achar ser possível.
O sonho é chamado assim
Porque é só isso que ele é.
Sonho... Imaginação... Ilusão...
Senão, seria realidade!
Todas as noites
Dormimos pra poder sonhar.
E é à noite principalmente
Que ele vem nos atentar.
Mostra um mundo lindo
Cheio de compreensão.
AH! Quem dera!
Compreensão, companheirismo, cumplicidade, apoio
Nada disso é verdadeiro.
Cuidado!
Se você acreditar nessas palavras
Pode cometer muitos erros.
E o principal:
Sonhar encontrá-las!
Que lástima!
Eu acreditei.
Agora devo endurecer.
Esquecer que eu queria essas coisas
E deixar a natureza em paz.
Não se pode forçar pedra a pluma
Não se pode calar dor a euforia
Não se pode querer música a discurso.
Agora o lema é ser solitário acompanhado
Ter e não usar
Poder e não querer
Saber e não fazer
Amar,
AH! Amar e guardar
Para sempre dentro de mim essa dor.
AMAR É
Amar é
Homenagem a Manuel de Barros
Amar é ter capacidade pra árvore
É ter vícios de andorinha
É ter vontade para orvalho
Amar é planejar surpresas
É contar com o acaso
É sonhar acordada e dormindo
Amar é falar a língua das pedras de um rio
É ouvir o grito das cores do céu
É cheirar o instante do pôr-do-sol
Amar é a tendências pra joaninhas
É a riqueza da ferrugem de um prego
É a força da garoa fria
Amar é a cima de tudo
Ter grandes ilusões
Sentir que o ar que enche o peito
Pode encher também a nuca e os olhos
E se transbordar
Não é dor
É paz.
Homenagem a Manuel de Barros
Amar é ter capacidade pra árvore
É ter vícios de andorinha
É ter vontade para orvalho
Amar é planejar surpresas
É contar com o acaso
É sonhar acordada e dormindo
Amar é falar a língua das pedras de um rio
É ouvir o grito das cores do céu
É cheirar o instante do pôr-do-sol
Amar é a tendências pra joaninhas
É a riqueza da ferrugem de um prego
É a força da garoa fria
Amar é a cima de tudo
Ter grandes ilusões
Sentir que o ar que enche o peito
Pode encher também a nuca e os olhos
E se transbordar
Não é dor
É paz.
TOLICE?
Tolice?
Será tolice
Querer que o céu seja sempre azul
Querer que o mar seja sempre assim
Querer que as estrelas sejam sempre brilhantes?
Será tolice
Sonhar com um dia de sol
Sonhar com um abraço bem forte
Sonhar com melodia, sombra e lua cheia?
Será tolice
Esperar tanto romance
Esperar tanta cumplicidade
Esperar tanto amor?
Seria tolice
Querer, sonhar, esperar
Que cada dia seja um novo dia
E que a natureza conspire
Para que meus desejos se realizem?
E que todo amor que tenho pra dar
Possa ser-me recompensado?
Será tolice
Querer que o céu seja sempre azul
Querer que o mar seja sempre assim
Querer que as estrelas sejam sempre brilhantes?
Será tolice
Sonhar com um dia de sol
Sonhar com um abraço bem forte
Sonhar com melodia, sombra e lua cheia?
Será tolice
Esperar tanto romance
Esperar tanta cumplicidade
Esperar tanto amor?
Seria tolice
Querer, sonhar, esperar
Que cada dia seja um novo dia
E que a natureza conspire
Para que meus desejos se realizem?
E que todo amor que tenho pra dar
Possa ser-me recompensado?
SACRAMENTO
Sacramento
Toma esta mulher, como tua mulher
Como tua amante
Tua amiga
Tua mãe
Toma este amor como teu ninho
Como teu ouro
Teu gozo
Teu forte
Toma este anel como teu elo
Como teu brio
Teu preço
Tua conquista
Toma este dia como teu primeiro dia
Como teu destino
Teu sonho
Tua vitória
Toma, agora, este beijo como um selo
Como um laço
Como um pacto
Como uma promessa.
Toma esta mulher, como tua mulher
Como tua amante
Tua amiga
Tua mãe
Toma este amor como teu ninho
Como teu ouro
Teu gozo
Teu forte
Toma este anel como teu elo
Como teu brio
Teu preço
Tua conquista
Toma este dia como teu primeiro dia
Como teu destino
Teu sonho
Tua vitória
Toma, agora, este beijo como um selo
Como um laço
Como um pacto
Como uma promessa.
DIGA
Diga
Cala tua boca na minha
E esquenta meu coração.
Fala que me ama
E que jamais vai me deixar.
Conta pra mim,
Teus sonhos mais secretos
E que precisa de mim.
Sai gritando pra todo mundo ouvir
Que o amor chegou
E fez morada em seu coração.
Chora, dizendo ter medo de me perder
E pra eu nunca te esquecer.
E depois num sussurro
(que é pra ninguém mais ouvir)
Diga que eu sou linda
E que nunca vai deixar de me querer.
Cala tua boca na minha
E esquenta meu coração.
Fala que me ama
E que jamais vai me deixar.
Conta pra mim,
Teus sonhos mais secretos
E que precisa de mim.
Sai gritando pra todo mundo ouvir
Que o amor chegou
E fez morada em seu coração.
Chora, dizendo ter medo de me perder
E pra eu nunca te esquecer.
E depois num sussurro
(que é pra ninguém mais ouvir)
Diga que eu sou linda
E que nunca vai deixar de me querer.
CHARME
Charme
O charme que chama a chuva
Que pede amparo
Que reza a reza
O beijo que beija a boca
Que rasga a roupa
Que faz feitiço
O sonho que sonha alto
Que move o mundo
Que vive a vida
O surdo que ouve o mudo
Gritar ao cego
Pra ver o sol
A vida que voa longe
Que foge fácil
Que mata a morte
Já tem o gosto
De parecer eterna.
O charme que chama a chuva
Que pede amparo
Que reza a reza
O beijo que beija a boca
Que rasga a roupa
Que faz feitiço
O sonho que sonha alto
Que move o mundo
Que vive a vida
O surdo que ouve o mudo
Gritar ao cego
Pra ver o sol
A vida que voa longe
Que foge fácil
Que mata a morte
Já tem o gosto
De parecer eterna.
DEPOIS DE BEIJAR
Depois de beijar
Depois de beijar
Quero carinhos incríveis
Quero olhares marcantes
Quero amar-te um segundo.
Depois de beijar
Quero apagar a luz
Quero te ver sem sombra
Quero te ver sem roupa
E te enlouquecer.
Depois de beijar
Quero gritar teu nome
Acalmar-te nos braços
E sentir tua pele pulsando
Depois de beijar
Quero apertar teu corpo
Eu quero sentir teu gosto
E te deixar ofegante.
E depois do beijo
Quero abrir os olhos
E ver tua boca
Quase louca
Me pedindo outros beijos.
Depois de beijar
Quero carinhos incríveis
Quero olhares marcantes
Quero amar-te um segundo.
Depois de beijar
Quero apagar a luz
Quero te ver sem sombra
Quero te ver sem roupa
E te enlouquecer.
Depois de beijar
Quero gritar teu nome
Acalmar-te nos braços
E sentir tua pele pulsando
Depois de beijar
Quero apertar teu corpo
Eu quero sentir teu gosto
E te deixar ofegante.
E depois do beijo
Quero abrir os olhos
E ver tua boca
Quase louca
Me pedindo outros beijos.
TOLO
Tolo
Se tolo é aquele que
Ama
Se tolo é aquele que
Chora
Se tolo é aquele que
Sonha
Seria um tolo que vejo
Na praia olhando o mar
Que bate nas pedras?
Se tolo é aquele que
Ama
Se tolo é aquele que
Chora
Se tolo é aquele que
Sonha
Seria um tolo que vejo
Na praia olhando o mar
Que bate nas pedras?
PR SER FELIZ
Pra ser feliz
Talvez o sol
Talvez o céu
Talvez o sal
Talvez o choro
Talvez aqui
Talvez nada
Talvez tudo
Talvez nunca.
Talvez o mar
Talvez o chão
Talvez o corpo
Talvez o dia
Talvez medo
Talvez nada
Talvez tudo
Talvez nunca.
Talvez a dor
Talvez o grito
Talvez o mundo
Talvez você
Talvez suspiro
Talvez nem isso!
Talvez o sol
Talvez o céu
Talvez o sal
Talvez o choro
Talvez aqui
Talvez nada
Talvez tudo
Talvez nunca.
Talvez o mar
Talvez o chão
Talvez o corpo
Talvez o dia
Talvez medo
Talvez nada
Talvez tudo
Talvez nunca.
Talvez a dor
Talvez o grito
Talvez o mundo
Talvez você
Talvez suspiro
Talvez nem isso!
BALADA
Balada
Se o choque da boca
Mostrasse o que os olhos pediam,
Se o ritmo dos pés
Dançassem a valsa da noite,
Talvez os anjos
Beijassem e bailassem
Numa canção de verão.
Se o choque da boca
Mostrasse o que os olhos pediam,
Se o ritmo dos pés
Dançassem a valsa da noite,
Talvez os anjos
Beijassem e bailassem
Numa canção de verão.
DEPOIS DOS VERSOS
Depois dos versos
Depois da expulsão de todos os versos
Só resta-me apenas o vazio.
De querer dizer
E calar-me,
Querer ver
E cegar-me,
Querer dançar
E parar-me,
Querer chorar
E secar-me,
De querer voltar
E matar-me!
Depois da expulsão de todos os versos
Só resta-me apenas o vazio.
De querer dizer
E calar-me,
Querer ver
E cegar-me,
Querer dançar
E parar-me,
Querer chorar
E secar-me,
De querer voltar
E matar-me!
DESEJOS DA NOITE
Desejos da noite
Voasse, eu, esse mar negro-azul
Tão sólido e perene;
Beijasse, eu, esse céu negro-azul
Tão sóbrio e supremo;
Que dormiria nas pedras
Junto à orla e ao sal.
Voasse, eu, esse mar negro-azul
Tão sólido e perene;
Beijasse, eu, esse céu negro-azul
Tão sóbrio e supremo;
Que dormiria nas pedras
Junto à orla e ao sal.
A DESPEDIDA
A despedida
Calor no peito
Tremedeira nas mãos
Insegurança.
Um último apelo
Um último suspiro.
O céu escuro
A visão turva
O andar arrependido.
Um sonho que nasce
E um passado que se apaga
Pra sempre na memória.
Olhos se voltam novamente
Pra lua
(ou pra a estrela)
E deixam, sem querer,
Subir da alma ao céu
Um pedido:
- Não vá embora!
Calor no peito
Tremedeira nas mãos
Insegurança.
Um último apelo
Um último suspiro.
O céu escuro
A visão turva
O andar arrependido.
Um sonho que nasce
E um passado que se apaga
Pra sempre na memória.
Olhos se voltam novamente
Pra lua
(ou pra a estrela)
E deixam, sem querer,
Subir da alma ao céu
Um pedido:
- Não vá embora!
A FLOR
A flor
Esta é a flor-criança
Que se abre
E se emociona
Apenas com o orvalho da madrugada.
Esta é a flor simples
Flor-rosa
Flor-lírio
Flor-jasmim
Que existe com toda força
Em meu pensamento.
Esta é a minha flor.
O meu desejo
Meus sonhos
Que nunca se realizaram
E ficaram apenas na lembrança
(e às vezes no esquecimento).
Esta é a flor-criança
Que se abre
E se emociona
Apenas com o orvalho da madrugada.
Esta é a flor simples
Flor-rosa
Flor-lírio
Flor-jasmim
Que existe com toda força
Em meu pensamento.
Esta é a minha flor.
O meu desejo
Meus sonhos
Que nunca se realizaram
E ficaram apenas na lembrança
(e às vezes no esquecimento).
O BARQUINHO E O MAR
O barquinho e o mar
O barquinho joga a onda
A onda joga o barquinho.
Ora parece briga,
Ora comunhão.
O barquinho segue seu caminho
Apenas com a permissão do mar.
Tão verde!
Ambos.
Cada qual com seus detalhes em branco
E azul.
Que elegância!
Que imponência!
Tudo sob sol e céu abençoados.
Sem hora
Sem pressa
Sem motivo.
Apenas o de estar
Estar no mar
Estar no além.
Deus abençoe os dois!
O barquinho joga a onda
A onda joga o barquinho.
Ora parece briga,
Ora comunhão.
O barquinho segue seu caminho
Apenas com a permissão do mar.
Tão verde!
Ambos.
Cada qual com seus detalhes em branco
E azul.
Que elegância!
Que imponência!
Tudo sob sol e céu abençoados.
Sem hora
Sem pressa
Sem motivo.
Apenas o de estar
Estar no mar
Estar no além.
Deus abençoe os dois!
O VENTO
O vento
Senti o vento no rosto
Senti o vento nos braços
Senti o vento nas pernas
Senti que, o vento entrou,
Com toda tua força.
O vento invadiu meu pensamento
Deu forma a sonhos
Cutucou esperanças
Acalentou dores.
Senti o vento dar a volta
Em todo o meu passado criança,
Em toda minha existência.
E de repente ele se foi
E me deixou.
Mais madura
Mais segura
Mais feliz.
Senti o vento no rosto
Senti o vento nos braços
Senti o vento nas pernas
Senti que, o vento entrou,
Com toda tua força.
O vento invadiu meu pensamento
Deu forma a sonhos
Cutucou esperanças
Acalentou dores.
Senti o vento dar a volta
Em todo o meu passado criança,
Em toda minha existência.
E de repente ele se foi
E me deixou.
Mais madura
Mais segura
Mais feliz.
NÃO DEIXAR DE BOTAR
Não deixar de botar
Menino,
Em essa tua vida toda
Em essa tua andança toda
Que eu sei que vai acontecer
Não se esqueça!
Ouça,
Não se esqueça nunca
De deixar de botar.
Menino,
Com essa tua vontade toda
Com essa tua esperança toda
Que não há como evitar
Não se oponha!
Ouça,
Não se esqueça nunca
De deixar de botar.
Botar pra dentro
Botar pra fora
Botar de lado
Botar fora
Botar a bota
Botar o casaco
Abotoar o botado
Porque tá frio
Porque tá claro!
Menino,
O importante é deixar rolar
O que vale é deixar ficar
O que é lindo, é deixar viver.
Então, não se esqueça nunca
De deixar de botar.
Menino,
Em essa tua vida toda
Em essa tua andança toda
Que eu sei que vai acontecer
Não se esqueça!
Ouça,
Não se esqueça nunca
De deixar de botar.
Menino,
Com essa tua vontade toda
Com essa tua esperança toda
Que não há como evitar
Não se oponha!
Ouça,
Não se esqueça nunca
De deixar de botar.
Botar pra dentro
Botar pra fora
Botar de lado
Botar fora
Botar a bota
Botar o casaco
Abotoar o botado
Porque tá frio
Porque tá claro!
Menino,
O importante é deixar rolar
O que vale é deixar ficar
O que é lindo, é deixar viver.
Então, não se esqueça nunca
De deixar de botar.
ENQUANTO DORMIA
Enquanto dormia
Enquanto dormia
Eu chorei
Enquanto dormia
Eu amei você novamente
Enquanto dormia
Eu quis desesperadamente
Ver seu rosto
Pela última vez
Porque percebi
Que não acordaria novamente.
Enquanto dormia
Eu chorei
Enquanto dormia
Eu amei você novamente
Enquanto dormia
Eu quis desesperadamente
Ver seu rosto
Pela última vez
Porque percebi
Que não acordaria novamente.
ÚLTIMO DIA
Ultimo dia
Chora Dona
Chora enquanto é tempo
Chora, porque amanhã
Já não poderá chorar.
Grita Dona
Grita pro mundo ouvir
Grita o medo doente
Grita a dor vaidosa
Grita, o sono profundo
Grita, porque a noite está aí
E amanhã
Já não poderá gritar.
Corre Dona
Corre mil léguas
Mil vezes
Mas corre agora
Antes que chegue o dia seguinte.
E agora, Dona, ame
Ame como jamais amou
Ame um pássaro
Ame um lenço
Ame qualquer coisa!
Porque amanhã
Já não poderá amar mais.
Chora Dona
Chora enquanto é tempo
Chora, porque amanhã
Já não poderá chorar.
Grita Dona
Grita pro mundo ouvir
Grita o medo doente
Grita a dor vaidosa
Grita, o sono profundo
Grita, porque a noite está aí
E amanhã
Já não poderá gritar.
Corre Dona
Corre mil léguas
Mil vezes
Mas corre agora
Antes que chegue o dia seguinte.
E agora, Dona, ame
Ame como jamais amou
Ame um pássaro
Ame um lenço
Ame qualquer coisa!
Porque amanhã
Já não poderá amar mais.
O LONGE
O longe
O longe que se faz distante
O longe que se faz ausente
O longe que se faz frio
O longe que às vezes mata
O longe que às vezes dói
O longe que às vezes coça
O longe que sempre fere
O longe que sempre marca
O longe que sempre fica
O longe que nunca chega
O longe que nunca passa
O longe que nunca volta
Mas nem tão longe pra fugir
Nem tão longe pra mentir
Nem tão longe pra perder
E tão longe pra levar
Tão longe pra mudar
Tão longe pra esquecer
E tão longe... pra amar!
O longe que se faz distante
O longe que se faz ausente
O longe que se faz frio
O longe que às vezes mata
O longe que às vezes dói
O longe que às vezes coça
O longe que sempre fere
O longe que sempre marca
O longe que sempre fica
O longe que nunca chega
O longe que nunca passa
O longe que nunca volta
Mas nem tão longe pra fugir
Nem tão longe pra mentir
Nem tão longe pra perder
E tão longe pra levar
Tão longe pra mudar
Tão longe pra esquecer
E tão longe... pra amar!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
PROSA FURADA
Prosa furada
- Toca uma música.
- Qual música?
- Uma que ouço agora.
- Ouviste antes?
- Não sei, um dia.
- Quem canta?
- Não estou certo.
Ora parece fina como uma dama rouca.
Ora grossa qual um homem rouco.
- Que te lembras?
- Alguém, ninguém ao certo.
Alguém...
- Mas... só?
- Também é boa a música.
Também parece sinfonia passaral.
Ou instrumental.
- Quem saberá?
Tu?
- Talvez, mas não com certeza.
Não com coragem.
.........................
(silêncio)
.........................
- Toca uma música.
- De novo?
- Não agora outra.
- Também rouca?
- Não, agora brava.
- É briga?
- Não, só musica.
Só lamento.
- Lamento?
- Sim, só dor.
- Quem canta a dor?
- Eu mesmo.
- Tua?
- Não, do mundo.
- Qual dor?
- Não sei, apenas dói
E canto.
- Por que então?
- Pra poder chorar
E lavar a alma.
- Tirar o pó...
Entendo!
.........................
(silêncio)
..........................
- Toca uma música.
- Posso ouvir agora.
- Podes?
- Sou eu mesmo que canto.
- Por quê?
- Pra que chores por mim.
- Toca uma música.
- Qual música?
- Uma que ouço agora.
- Ouviste antes?
- Não sei, um dia.
- Quem canta?
- Não estou certo.
Ora parece fina como uma dama rouca.
Ora grossa qual um homem rouco.
- Que te lembras?
- Alguém, ninguém ao certo.
Alguém...
- Mas... só?
- Também é boa a música.
Também parece sinfonia passaral.
Ou instrumental.
- Quem saberá?
Tu?
- Talvez, mas não com certeza.
Não com coragem.
.........................
(silêncio)
.........................
- Toca uma música.
- De novo?
- Não agora outra.
- Também rouca?
- Não, agora brava.
- É briga?
- Não, só musica.
Só lamento.
- Lamento?
- Sim, só dor.
- Quem canta a dor?
- Eu mesmo.
- Tua?
- Não, do mundo.
- Qual dor?
- Não sei, apenas dói
E canto.
- Por que então?
- Pra poder chorar
E lavar a alma.
- Tirar o pó...
Entendo!
.........................
(silêncio)
..........................
- Toca uma música.
- Posso ouvir agora.
- Podes?
- Sou eu mesmo que canto.
- Por quê?
- Pra que chores por mim.
SIGNOS
Signos
Ausência...
Saudade do que não se teve
Carinho...
Num beijo que não foi dado
Loucura...
Desejo não manifesto
Paixão...
Num corpo mal comportado
Tristeza...
A falta que você me faz.
Ausência...
Saudade do que não se teve
Carinho...
Num beijo que não foi dado
Loucura...
Desejo não manifesto
Paixão...
Num corpo mal comportado
Tristeza...
A falta que você me faz.
SOPRO
Sopro
Luzes!
E o céu baixo
E o vento brando
E a névoa intensa
Luzes!
E o broto seco
E o beijo doce
E a noite morta
Luzes!
Antes que se vá o céu
Antes que se vá o vento
Antes que se vá a névoa
Antes, ainda, que o broto se vá
Antes que o beijo se vá
E antes que morra a noite.
Luzes!
E o céu baixo
E o vento brando
E a névoa intensa
Luzes!
E o broto seco
E o beijo doce
E a noite morta
Luzes!
Antes que se vá o céu
Antes que se vá o vento
Antes que se vá a névoa
Antes, ainda, que o broto se vá
Antes que o beijo se vá
E antes que morra a noite.
PALAVRAS DE UM FORMANDO DE MEDICINA
Palavras de um formando de medicina
Antes tudo era sonho
Tudo era longe
Tudo era empírico.
Mais tarde tornou-se claro
Tornou-se certo
Tornou-se lógico.
E de repente, tudo virou novidade
Virou festa
Virou deslumbramento.
Porém, com o tempo, mostrou-se difícil
Mostrou-se frágil
Mostrou-se exaustivo.
E tudo mais ficou estranho
Ficou complicado
Ficou duvidoso.
Então já parecia marcado
Parecia pálido
Parecia inacessível.
Mas depois de tanta luta
Depois de tanto susto
Depois de tanto esforço.
Estamos aqui,
Cada um de nós,
Sobreviventes, vencedores, vitoriosos!
Para que depois deste dia
Possamos recomeçar
A lutar por nosso sonho.
Sonho, este, que um dia,
Parecia tão distante.
E que agora é uma realidade doce
E também acre.
Pois a batalha, na verdade,
Não terminará jamais.
Pois somos guerreiros pra vida toda!
Guerreiros da vida
E pela vida.
E que Deus nos abençoe.
Antes tudo era sonho
Tudo era longe
Tudo era empírico.
Mais tarde tornou-se claro
Tornou-se certo
Tornou-se lógico.
E de repente, tudo virou novidade
Virou festa
Virou deslumbramento.
Porém, com o tempo, mostrou-se difícil
Mostrou-se frágil
Mostrou-se exaustivo.
E tudo mais ficou estranho
Ficou complicado
Ficou duvidoso.
Então já parecia marcado
Parecia pálido
Parecia inacessível.
Mas depois de tanta luta
Depois de tanto susto
Depois de tanto esforço.
Estamos aqui,
Cada um de nós,
Sobreviventes, vencedores, vitoriosos!
Para que depois deste dia
Possamos recomeçar
A lutar por nosso sonho.
Sonho, este, que um dia,
Parecia tão distante.
E que agora é uma realidade doce
E também acre.
Pois a batalha, na verdade,
Não terminará jamais.
Pois somos guerreiros pra vida toda!
Guerreiros da vida
E pela vida.
E que Deus nos abençoe.
A DOR DA PARTIDA
A DOR DA PARTIDA
Ir embora...
Tão difícil
Ficar...
Impossível.
Querer voltar...
Não mais.
E a saudade bate forte
E faz meu coração gritar
Chamando seu nome.
E a vontade
Mata-me
Enlouquece-me
Por achar que poderia
Ter você pela última vez.
E o amor...
O amor me agrada
E me abraça
Chorando a dor da partida.
Ir embora...
Tão difícil
Ficar...
Impossível.
Querer voltar...
Não mais.
E a saudade bate forte
E faz meu coração gritar
Chamando seu nome.
E a vontade
Mata-me
Enlouquece-me
Por achar que poderia
Ter você pela última vez.
E o amor...
O amor me agrada
E me abraça
Chorando a dor da partida.
DEPOIS DO SONHO PERDIDO
DEPOIS DO SONHO PERDIDO
É uma pena,
Achar que fosse possível
Realizar algo tão simples:
Amar um homem a cima de tudo!
E perdoá-lo sempre!
E eu que pensei
Ser impossível esquecê-lo!
Mas esquecer o quê?!
Alguns momentos de carinho?
De ternura?
De prazer?
Esquecer o que se sonha?
Ou o motivo da luta?
Esquecer sim!
Esquecer de querer demais
Esquecer o céu
O pôr-do-sol
E as aves livres
Gritando a chegada da alvorada!
Mas nunca me esquecer
De mim mesma.
Ou dos corpos bailando
Esperando o fim da noite.
Ou aguardando o doce remorso,
De não esquecer
Um sonho perdido!
É uma pena,
Achar que fosse possível
Realizar algo tão simples:
Amar um homem a cima de tudo!
E perdoá-lo sempre!
E eu que pensei
Ser impossível esquecê-lo!
Mas esquecer o quê?!
Alguns momentos de carinho?
De ternura?
De prazer?
Esquecer o que se sonha?
Ou o motivo da luta?
Esquecer sim!
Esquecer de querer demais
Esquecer o céu
O pôr-do-sol
E as aves livres
Gritando a chegada da alvorada!
Mas nunca me esquecer
De mim mesma.
Ou dos corpos bailando
Esperando o fim da noite.
Ou aguardando o doce remorso,
De não esquecer
Um sonho perdido!
ÀS VEZES DÁ MEDO...
ÀS VEZES DÁ MEDO...
Ás vezes dá medo,
Ver a noite chegar
E sentir que um sonho pode acontecer.
Ás vezes dá medo,
Pensar que tem gente esperando por mim
E que olha para a lua
Dizendo meu nome.
Ás vezes dá medo,
Achar que a vida pode ser linda
O mar azul
E as estrelas brilhantes.
Ás vezes dá medo falar de amor,
E de repente,
Ser correspondida.
Ás vezes dá medo,
Ver a noite chegar
E sentir que um sonho pode acontecer.
Ás vezes dá medo,
Pensar que tem gente esperando por mim
E que olha para a lua
Dizendo meu nome.
Ás vezes dá medo,
Achar que a vida pode ser linda
O mar azul
E as estrelas brilhantes.
Ás vezes dá medo falar de amor,
E de repente,
Ser correspondida.
A FORCA
A FORCA
Flores
Dores
Amores
Tudo morre
Tudo acaba
Na forca.
E ficam apenas
Falsos sorrisos
Falsas alegrias
E palavras mentirosas
Após a forca.
Quem irá desta vez?
Eu?
Tu?
O carinho sentido por ti?
Por que não enforcar a saudade
A vontade
E a loucura forjada?
-Boa idéia! – dirias.
E a forca
Louca
E fria
Aguarda, calmamente, por mais remorsos.
Flores
Dores
Amores
Tudo morre
Tudo acaba
Na forca.
E ficam apenas
Falsos sorrisos
Falsas alegrias
E palavras mentirosas
Após a forca.
Quem irá desta vez?
Eu?
Tu?
O carinho sentido por ti?
Por que não enforcar a saudade
A vontade
E a loucura forjada?
-Boa idéia! – dirias.
E a forca
Louca
E fria
Aguarda, calmamente, por mais remorsos.
MAIS NADA
MAIS NADA
Basta olhar nos olhos
E ver que a vida é intensa.
Chega tocar a pele
E sentir pulsando, toda a raiva.
É suficiente um sorriso
Para notar um presságio de ternura.
Não precisa de mais nada.
É só ver os corpos ardendo
E se queimando enlouquecidos.
Ouvir as juras, e os apelos infindáveis
Por promessas rebuscadas.
(Havia uma vã necessidade nessas promessas.
Claro que não seriam cumpridas)
O único e invicto motivo,
Ali,
Era tão somente,
O desejo de fazer felicita a vida.
Basta olhar nos olhos
E ver que a vida é intensa.
Chega tocar a pele
E sentir pulsando, toda a raiva.
É suficiente um sorriso
Para notar um presságio de ternura.
Não precisa de mais nada.
É só ver os corpos ardendo
E se queimando enlouquecidos.
Ouvir as juras, e os apelos infindáveis
Por promessas rebuscadas.
(Havia uma vã necessidade nessas promessas.
Claro que não seriam cumpridas)
O único e invicto motivo,
Ali,
Era tão somente,
O desejo de fazer felicita a vida.
EU, MAS E VOCÊ?
EU, MAS E VOCÊ?
Ouço uma música...
Sinto calor e febre no corpo...
E você?
Vejo o mar, e as ondas no ir e vir...
Sigo a lua quando nasce e domina a noite...
E você?
Beijo as estrelas brilhantes uma a uma...
Danço no escuro do céu uma valsa intensa...
E você?
Paro, de repente, e vejo que estou só.
Cadê você?
Ouço uma música...
Sinto calor e febre no corpo...
E você?
Vejo o mar, e as ondas no ir e vir...
Sigo a lua quando nasce e domina a noite...
E você?
Beijo as estrelas brilhantes uma a uma...
Danço no escuro do céu uma valsa intensa...
E você?
Paro, de repente, e vejo que estou só.
Cadê você?
DESENCONTRO
DESENCONTRO
parceria com Andrei Polejak
Há tempos havia
Num lugar havia
Havia ele
E havia ela
E eles houveram.
E o mundo conspirou
Porque o haver, havia.
E a alegria gritou
E a delicadeza ouviu
Em um mini-instante
Todo mundo sabia:
Havia ali!
E não era sempre que havia,
Mas houve.
E a comunhão se instalou
E a amabilidade era tudo
E o haver,
Era o amor.
Haviam, então!
Mas, como uma grande piada,
Uma piada maldita.
Não se pôde haver mais.
Apesar disso houve esperança
E houve força
E houve fé
E houve dor.
Com tanto, acabou por haver mudança.
Não o que se esperava
Não o que se queria
Apenas o que se restava.
Porque o que havia antes
Não poderia haver mais.
(ao menos não como antes)
parceria com Andrei Polejak
Há tempos havia
Num lugar havia
Havia ele
E havia ela
E eles houveram.
E o mundo conspirou
Porque o haver, havia.
E a alegria gritou
E a delicadeza ouviu
Em um mini-instante
Todo mundo sabia:
Havia ali!
E não era sempre que havia,
Mas houve.
E a comunhão se instalou
E a amabilidade era tudo
E o haver,
Era o amor.
Haviam, então!
Mas, como uma grande piada,
Uma piada maldita.
Não se pôde haver mais.
Apesar disso houve esperança
E houve força
E houve fé
E houve dor.
Com tanto, acabou por haver mudança.
Não o que se esperava
Não o que se queria
Apenas o que se restava.
Porque o que havia antes
Não poderia haver mais.
(ao menos não como antes)
SEDUÇÃO
SEDUÇÃO
Um toque suave
Outro menos delicado
A boca esperando o beijo
E nos olhos o brilho.
Sussurros e suspiros,
E um calor doce
Ia de onde as mãos percorriam
Direto ao centro nervoso,
Num arco reflexo,
Que relaxava os músculos e o pensamento
Da dúvida.
No momento em que
Os corpos ficaram mais perto que nunca
A ânsia do beijo
Tornou-se insuportável.
E o peito já não se responsabilizava pelo coração
Que batia descompassado.
Mas logo veio a distância
E nada pôde ser dito.
Ainda que quisesse pedir:
-Vem! Beija-me de uma vez!
Um toque suave
Outro menos delicado
A boca esperando o beijo
E nos olhos o brilho.
Sussurros e suspiros,
E um calor doce
Ia de onde as mãos percorriam
Direto ao centro nervoso,
Num arco reflexo,
Que relaxava os músculos e o pensamento
Da dúvida.
No momento em que
Os corpos ficaram mais perto que nunca
A ânsia do beijo
Tornou-se insuportável.
E o peito já não se responsabilizava pelo coração
Que batia descompassado.
Mas logo veio a distância
E nada pôde ser dito.
Ainda que quisesse pedir:
-Vem! Beija-me de uma vez!
UM POUCO DE DESEJO
UM POUCO DE DESEJO
Só de pensar que quero
Só de pensar que amo
Só de pensar, enlouqueço...
Não bastam as mãos isoladas
Não bastam os olhos famintos
É preciso o beijo...
E mesmo os beijos
Já não bastam mais
É preciso o corpo...
E até o corpo parece pouco.
Talvez um drink
Talvez um suspiro
Talvez um sonho
Seja capaz de acalmar-me.
Mas o furor do peito
Dos braços
Da boca
São o próprio grito do desejo
Que escoa pelo corpo e pelos olhos
Que destina as mãos
E se apossa da mente
Na tentativa de se esvanecer.
Só de pensar que quero
Só de pensar que amo
Só de pensar, enlouqueço...
Não bastam as mãos isoladas
Não bastam os olhos famintos
É preciso o beijo...
E mesmo os beijos
Já não bastam mais
É preciso o corpo...
E até o corpo parece pouco.
Talvez um drink
Talvez um suspiro
Talvez um sonho
Seja capaz de acalmar-me.
Mas o furor do peito
Dos braços
Da boca
São o próprio grito do desejo
Que escoa pelo corpo e pelos olhos
Que destina as mãos
E se apossa da mente
Na tentativa de se esvanecer.
CONCRETO
CONCRETO
Desgaste e decepção.
Sonhos destruídos.
Um beijo no ar.
Um suspiro.
A espera tardia
E o desfecho impróprio.
Abuso, invasão
E falta de escrúpulo
Presente no sorriso-falso-louco
De insatisfação
E arrogância.
Fetiches
Inocência roubada
E desejos sanados
Permanecendo apenas
Luxúria e dor.
Desgaste e decepção.
Sonhos destruídos.
Um beijo no ar.
Um suspiro.
A espera tardia
E o desfecho impróprio.
Abuso, invasão
E falta de escrúpulo
Presente no sorriso-falso-louco
De insatisfação
E arrogância.
Fetiches
Inocência roubada
E desejos sanados
Permanecendo apenas
Luxúria e dor.
VOCÊ PRECISA SABER
VOCÊ PRECISA SABER
Menino!
Você que me encanta
Você que me acende
E me eleva ao céu,
Você precisa saber...
Menino!
Você que também magoa
Entristece
E faz sofrer,
Você precisa saber...
Menino!
Você que com os olhos seus
Me cerca,
Você que com doces palavras
Me engana,
Você precisa saber...
Saber o que ninguém mais sabe
O que está escondido
(dentro do peito e dos olhos)
Saber o que ninguém entende
O que escondi até agora.
Menino...
Eu te amo!
Menino!
Você que me encanta
Você que me acende
E me eleva ao céu,
Você precisa saber...
Menino!
Você que também magoa
Entristece
E faz sofrer,
Você precisa saber...
Menino!
Você que com os olhos seus
Me cerca,
Você que com doces palavras
Me engana,
Você precisa saber...
Saber o que ninguém mais sabe
O que está escondido
(dentro do peito e dos olhos)
Saber o que ninguém entende
O que escondi até agora.
Menino...
Eu te amo!
O QUÊ NO HOMEM?
O QUÊ NO HOMEM?
O que eu poderia querer?
...talvez os olhos!
Limitando a direção
Controlando a intensidade
...talvez a boca!
Atraindo e provocando
Beijos famintos.
...talvez o peito!
Consolando
E confortando o coração.
...talvez os braços!
Dominando meu corpo
Num abraço quente.
...talvez as mãos!
Tocando a minha
E procurando desejos.
...talvez eu pudesse querer o sonho!
Apenas um
Apenas o maior.
Possuindo assim
A totalidade de sua alma.
O que eu poderia querer?
...talvez os olhos!
Limitando a direção
Controlando a intensidade
...talvez a boca!
Atraindo e provocando
Beijos famintos.
...talvez o peito!
Consolando
E confortando o coração.
...talvez os braços!
Dominando meu corpo
Num abraço quente.
...talvez as mãos!
Tocando a minha
E procurando desejos.
...talvez eu pudesse querer o sonho!
Apenas um
Apenas o maior.
Possuindo assim
A totalidade de sua alma.
EM DEFESA DA SAUDADE
EM DEFESA DA SAUDADE
Nenhuma saudade é besta!
Qualquer saudade é relevante
E autônoma!
Ela vai e vem
Sem que se possa conter.
Ela,
Simplesmente
Vai e vem.
E a gente,
De repente
Sente saudades!
Nenhuma saudade é besta!
Qualquer saudade é relevante
E autônoma!
Ela vai e vem
Sem que se possa conter.
Ela,
Simplesmente
Vai e vem.
E a gente,
De repente
Sente saudades!
À PROCURA DA FELICIDADE
À PROCURA DA FELICIDADE
Vamos sair daqui
Vamos ver o sol nascer
E fazer da vida
Mais que uma aventura.
Você diz que não entende
Diz que não está afim.
Vira de lado
E dorme outra vez.
Mas eu não desisto
Se você não quer ir comigo
Eu vou só
E vou, porque o chato da vida
É passar por ela
Sem ao menos ter vivido.
E nós temos tanto
E também tão pouco
Tanto para fazer
E tão pouco feito.
Vamos ver o sol nascer
Ver os carros lá fora
E fazer da vida
Mais que uma aventura.
Vamos, que os ventos nos chamam
Vamos que a sorte nos espera
E o perigo se delicia
Com nosso futuro saudável.
Vamos, vem comigo, baby
Porque se eu estou contigo
É sinal de que não quero ir só
E que o chato da vida
É passar por ela
Sem ao menos ter vivido.
Mas fora isso
Não me preocupo com mais nada
Porque, baby
A felicidade não está escondida
Nos cantos escuros
Ou em uma caixa de papelão
Ela fica lá fora perto do sol
Da lua
E daqueles que querem ser
Verdadeiramente felizes.
Vamos sair daqui
Vamos ver o sol nascer
E fazer da vida
Mais que uma aventura.
Você diz que não entende
Diz que não está afim.
Vira de lado
E dorme outra vez.
Mas eu não desisto
Se você não quer ir comigo
Eu vou só
E vou, porque o chato da vida
É passar por ela
Sem ao menos ter vivido.
E nós temos tanto
E também tão pouco
Tanto para fazer
E tão pouco feito.
Vamos ver o sol nascer
Ver os carros lá fora
E fazer da vida
Mais que uma aventura.
Vamos, que os ventos nos chamam
Vamos que a sorte nos espera
E o perigo se delicia
Com nosso futuro saudável.
Vamos, vem comigo, baby
Porque se eu estou contigo
É sinal de que não quero ir só
E que o chato da vida
É passar por ela
Sem ao menos ter vivido.
Mas fora isso
Não me preocupo com mais nada
Porque, baby
A felicidade não está escondida
Nos cantos escuros
Ou em uma caixa de papelão
Ela fica lá fora perto do sol
Da lua
E daqueles que querem ser
Verdadeiramente felizes.
INSTANTES PERDIDOS
INSTANTES PERDIDOS
Um erro perverso
Ás vezes acontece
Em instantes tão despercebidos
Que chegamos a negá-lo.
Um sonho medonho
Á vezes aparece
Em instantes tão inacabados
Que chegamos a vivê-lo.
Um sopro levante
Ás vezes surge
Em instantes tão imprevistos
Que chegamos a ignorá-lo
Um amor verdadeiro
Ás vezes nasce
Em instantes tão impróprios
Que chegamos a evitá-lo.
Um erro perverso
Ás vezes acontece
Em instantes tão despercebidos
Que chegamos a negá-lo.
Um sonho medonho
Á vezes aparece
Em instantes tão inacabados
Que chegamos a vivê-lo.
Um sopro levante
Ás vezes surge
Em instantes tão imprevistos
Que chegamos a ignorá-lo
Um amor verdadeiro
Ás vezes nasce
Em instantes tão impróprios
Que chegamos a evitá-lo.
FINGIMENTO
FINGIMENTO
Acordo
Choro
Levanto
Esqueço a tristeza, temporariamente.
Sigo fingindo felicidade
E tranqüilidade
Enquanto a alma morre.
Quem vê
Não percebe que meu coração está sangrando.
E finjo com esse coração aberto
E a mente limpa.
Por várias vezes fingi a ponto
De esquecer estar mentindo.
E chego a acreditar em toda
Essa falsidade.
Então, ferozmente, finjo.
Finjo que quero
Que penso
Que falo
Finjo até mesmo que amo.
Finjo que choro
Que espero
E que não me importo.
Disfarçadamente olho para as pessoas
Buscando a verdade
Desejando e sonhando com o meu real.
Eu, entre o falso
E o verdadeiro
Me confundo
E me perco
No meio de tanta sinceridade.
Às vezes finjo tanto
Que finjo
Estar fingindo.
Acordo
Choro
Levanto
Esqueço a tristeza, temporariamente.
Sigo fingindo felicidade
E tranqüilidade
Enquanto a alma morre.
Quem vê
Não percebe que meu coração está sangrando.
E finjo com esse coração aberto
E a mente limpa.
Por várias vezes fingi a ponto
De esquecer estar mentindo.
E chego a acreditar em toda
Essa falsidade.
Então, ferozmente, finjo.
Finjo que quero
Que penso
Que falo
Finjo até mesmo que amo.
Finjo que choro
Que espero
E que não me importo.
Disfarçadamente olho para as pessoas
Buscando a verdade
Desejando e sonhando com o meu real.
Eu, entre o falso
E o verdadeiro
Me confundo
E me perco
No meio de tanta sinceridade.
Às vezes finjo tanto
Que finjo
Estar fingindo.
UMA QUESTÃO DE TEMPO
UMA QUESTÃO DE TEMPO
Antes éramos dois
Mas algo aconteceu
E nos separamos.
Ontem pensei ter te perdido para sempre.
Hoje, vejo que de fato perdi.
Talvez amanhã a gente se esbarre
Talvez amanhã a gente se encontre
Se lembre
Do nosso amor eterno.
Antes éramos dois
Mas algo aconteceu
E nos separamos.
Ontem pensei ter te perdido para sempre.
Hoje, vejo que de fato perdi.
Talvez amanhã a gente se esbarre
Talvez amanhã a gente se encontre
Se lembre
Do nosso amor eterno.
NEGAÇÃO
NEGAÇÃO
Semblante segrega dor
Comédia, humor, mentira
Vestido de euforia
O peito morre só.
Enquanto o corpo
E a boca
Inventam charges convenientes.
Percepção falha
E fuga louca
De um calor que sobe covarde
Mantendo distância
Do próprio destino.
-Valha-me!
Semblante segrega dor
Comédia, humor, mentira
Vestido de euforia
O peito morre só.
Enquanto o corpo
E a boca
Inventam charges convenientes.
Percepção falha
E fuga louca
De um calor que sobe covarde
Mantendo distância
Do próprio destino.
-Valha-me!
UM SHOW DE PERSONALIDADE
UM SHOW DE PERSONALIDADE
(sobem as cortinas)
Corpos pairam no absurdo flamejante
Exalando pudores destrutivos.
Um sorriso gozado
Um olhar profundo
Um beijo.
A voz chamando o suspiro
De dentro do peito.
A ironia deitando fora sarcasmo
E sensibilidade.
Fogo e fluorescência nos olhos
Charme e sutileza nas palavras.
Um tom rouco agudo
Pipocando discursos notáveis.
Um rosto róseo, transportado
Por um corpo firme
E solidário.
Tendo, também, a mente criativa.
Vícios de jovialidade
Carinhos espontâneos
E, quando menos se espera
Um surto de “amor próprio”.
(despencam as cortinas)
(sobem as cortinas)
Corpos pairam no absurdo flamejante
Exalando pudores destrutivos.
Um sorriso gozado
Um olhar profundo
Um beijo.
A voz chamando o suspiro
De dentro do peito.
A ironia deitando fora sarcasmo
E sensibilidade.
Fogo e fluorescência nos olhos
Charme e sutileza nas palavras.
Um tom rouco agudo
Pipocando discursos notáveis.
Um rosto róseo, transportado
Por um corpo firme
E solidário.
Tendo, também, a mente criativa.
Vícios de jovialidade
Carinhos espontâneos
E, quando menos se espera
Um surto de “amor próprio”.
(despencam as cortinas)
UM SONHO BOM
UM SONHO BOM
Quando se vê um olhar no escuro
Um brilho nos ombros
E um chamado irrecusável,
O ser humano surge do nada
E apodrece na imensidão
Do absurdo
Alheio á rotina.
Quando se sente o peito apertar
E os olhos umedecidos
É sinal de que o amor chegou.
Então o melhor é
Trancar a mente
Para a realidade
E emanar ilusões e utopias do subconsciente
Deixando o consciente dormir.
Sonhando esse sonho de amor.
Quando se vê um olhar no escuro
Um brilho nos ombros
E um chamado irrecusável,
O ser humano surge do nada
E apodrece na imensidão
Do absurdo
Alheio á rotina.
Quando se sente o peito apertar
E os olhos umedecidos
É sinal de que o amor chegou.
Então o melhor é
Trancar a mente
Para a realidade
E emanar ilusões e utopias do subconsciente
Deixando o consciente dormir.
Sonhando esse sonho de amor.
MOÇA QUE PASSA
MOÇA QUE PASSA
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça de olhos claros
Moça de pele alva
Moça de beleza eterna.
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça que mora na rua
Que sorri para as estrelas
E que chora feliz no fim do dia.
Moça que passa sozinha
Mas só não fica jamais.
Nunca!
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça, dona da vida
Moça, senhora dos sonhos
Moça, deusa das noites
Moça de traços finos
Moça de cultas palavras
Moça, dona das ruas
Veja!
Veja a moça que passa!
E ela passa...
E deixa mais uma vez
Este moço esperando o próximo dia
Esperando-a
Para vê-la passar novamente.
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça de olhos claros
Moça de pele alva
Moça de beleza eterna.
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça que mora na rua
Que sorri para as estrelas
E que chora feliz no fim do dia.
Moça que passa sozinha
Mas só não fica jamais.
Nunca!
Veja!
Veja a moça que passa!
Moça, dona da vida
Moça, senhora dos sonhos
Moça, deusa das noites
Moça de traços finos
Moça de cultas palavras
Moça, dona das ruas
Veja!
Veja a moça que passa!
E ela passa...
E deixa mais uma vez
Este moço esperando o próximo dia
Esperando-a
Para vê-la passar novamente.
AFINAL POR QUÊ?
AFINAL POR QUÊ?
O fato foi
Que vi seus olhos
Que vi seus medos
Que vi seus sonhos
O fato foi
Que previ seu jeito
Que previ seu pulso
Que previ seu colo
O fato foi
Que senti seu ânimo
Que senti seu charme
Que senti seu ser
O fato foi
Que me perdi nos olhos
Me comovi com os medos
Me envolvi nos sonhos
Me encantei com o jeito
Me segurei no pulso
Me acalmei no colo
Me satisfez o ânimo
Me embriaguei no charme
E me apaixonei pelo ser.
O fato foi
Que vi seus olhos
Que vi seus medos
Que vi seus sonhos
O fato foi
Que previ seu jeito
Que previ seu pulso
Que previ seu colo
O fato foi
Que senti seu ânimo
Que senti seu charme
Que senti seu ser
O fato foi
Que me perdi nos olhos
Me comovi com os medos
Me envolvi nos sonhos
Me encantei com o jeito
Me segurei no pulso
Me acalmei no colo
Me satisfez o ânimo
Me embriaguei no charme
E me apaixonei pelo ser.
AMO TANTO
AMO TANTO
Se pra tudo precede uma questão
Se pra tudo merece uma menção
Se pra tudo reside uma lição
Se pra tudo persiste uma função
Se pra tudo existe uma razão
Então por quê?
Se pra tudo precede uma questão
Se pra tudo merece uma menção
Se pra tudo reside uma lição
Se pra tudo persiste uma função
Se pra tudo existe uma razão
Então por quê?
SEMPRE MAIS
SEMPRE MAIS
Se já não bastasse ver
Quero.
Se já não bastasse sonhar
Vivo.
Se já não bastasse pensar
Faço.
Se já não bastasse beijar
Amo.
Se já não bastasse ver
Quero.
Se já não bastasse sonhar
Vivo.
Se já não bastasse pensar
Faço.
Se já não bastasse beijar
Amo.
NÓS DOIS
NÓS DOIS
Me toca
Me leva
Me cala
Me beija
Me deixa
Me acha
Me ata
Me fala
Me marca
Me xinga
Me usa
Me ama.
Me toca
Me leva
Me cala
Me beija
Me deixa
Me acha
Me ata
Me fala
Me marca
Me xinga
Me usa
Me ama.
RITOS DE EXISTÊNCIA
RITOS DE EXISTÊNCIA
Varre o vento
De minha alma
De minha casa
De minha escada
Lava a chuva
De meus olhos
De meus sonhos
De meus medos
Canta a moda
De meu desejo
De meu engano
De meu espanto
Mata a dor
De todos os dias
De todas as noites
De todas as formas
Salva a gota d’água
Salva a escória
Salva a expectativa
De enfim sobreviver.
Varre o vento
De minha alma
De minha casa
De minha escada
Lava a chuva
De meus olhos
De meus sonhos
De meus medos
Canta a moda
De meu desejo
De meu engano
De meu espanto
Mata a dor
De todos os dias
De todas as noites
De todas as formas
Salva a gota d’água
Salva a escória
Salva a expectativa
De enfim sobreviver.
ELAS
ELAS
parceria com Marcos Rodstein
Duas pupilas se reúnem
E pairam sobre elas,
Fantasmas
Com cheiro de bolas de chiclete.
Espocam
Retumbam
Reverberam
E as pupilas ainda reunidas.
Padece o céu sobre seus cachos
Sobre seus lábios
E seu jeito infantil.
Olhos e bocas
Bocas e mãos
Mãos e consciência
Duas pupilas e seus fantasmas.
Quem poderia julgar felicidade?
Quem poderia negar aceitação?
Quem poderia maldizer espectros de luz?
Um quê de inocência fugida
De rosas e margaridas
Nem lírios
Nem sombras
Só luz
Só as pupilas reunidas.
Autênticas.
parceria com Marcos Rodstein
Duas pupilas se reúnem
E pairam sobre elas,
Fantasmas
Com cheiro de bolas de chiclete.
Espocam
Retumbam
Reverberam
E as pupilas ainda reunidas.
Padece o céu sobre seus cachos
Sobre seus lábios
E seu jeito infantil.
Olhos e bocas
Bocas e mãos
Mãos e consciência
Duas pupilas e seus fantasmas.
Quem poderia julgar felicidade?
Quem poderia negar aceitação?
Quem poderia maldizer espectros de luz?
Um quê de inocência fugida
De rosas e margaridas
Nem lírios
Nem sombras
Só luz
Só as pupilas reunidas.
Autênticas.
CAMINHOS
CAMINHOS
Solos e poetas
Saltos e gatos
Perdido no infinito, mesmo assim.
Marchas de gotas
Fronhas em limpas nuvens
Chacoalhando o imenso azul.
Nada mais tardará
Nada mais tornará
Botas e sapos e lesmas
Sem se deixar levar.
O forte abrigando a noite
Que espera a lua arder.
Chora, chora, chora.
Mas fica
Só pra poder lembrar.
Nada mais vale tanto
Luta e caminhada sem gana
Sem nem mesmo respeito por nada
Apenas para dizer que foi.
Grita a dor da noite
Grita a cor da vida
Lamenta a teimosia.
Que não permite o descanso.
E nos mantém atados, todos
Paralelos
Eternamente paralelos.
Solos e poetas
Saltos e gatos
Perdido no infinito, mesmo assim.
Marchas de gotas
Fronhas em limpas nuvens
Chacoalhando o imenso azul.
Nada mais tardará
Nada mais tornará
Botas e sapos e lesmas
Sem se deixar levar.
O forte abrigando a noite
Que espera a lua arder.
Chora, chora, chora.
Mas fica
Só pra poder lembrar.
Nada mais vale tanto
Luta e caminhada sem gana
Sem nem mesmo respeito por nada
Apenas para dizer que foi.
Grita a dor da noite
Grita a cor da vida
Lamenta a teimosia.
Que não permite o descanso.
E nos mantém atados, todos
Paralelos
Eternamente paralelos.
NA CALADA
NA CALADA
O que fazer?
Quando as janelas se fecham
Quando as portas se abrem
E não há mais o abrigo do escuro.
Sem as flores do jardim
Sem a lua refletida no mar
Sem o mar.
Não sei por quanto tempo olhar
Por quanto tempo pensar
Por quanto tempo deixar.
Parece que foi ontem que vi
Parece que foi dia quando chorei
Parece que estava tão distante.
Me cobre com teu manto
Me lembra de tua vinda
Me olha mais de perto
Mas vem.
Saberei que estás sério
Só de cheirar.
Saberei que estás lindo
Só de ouvir.
Saberei que és meu
Só de sonhar.
Faça de conta que tudo é mentira
E exija valor, verdade, justiça
Peça por vidas que se esbarram
E deixe-as decidir sozinhas.
Flores quando bóiam no mar
São como aves que andam no chão
Como vento que desce do céu
Como valsa que leva o som.
Só de lua e de estrelas
Vivo por estar
Sonho por ser
E amo, por existir.
O que fazer?
Quando as janelas se fecham
Quando as portas se abrem
E não há mais o abrigo do escuro.
Sem as flores do jardim
Sem a lua refletida no mar
Sem o mar.
Não sei por quanto tempo olhar
Por quanto tempo pensar
Por quanto tempo deixar.
Parece que foi ontem que vi
Parece que foi dia quando chorei
Parece que estava tão distante.
Me cobre com teu manto
Me lembra de tua vinda
Me olha mais de perto
Mas vem.
Saberei que estás sério
Só de cheirar.
Saberei que estás lindo
Só de ouvir.
Saberei que és meu
Só de sonhar.
Faça de conta que tudo é mentira
E exija valor, verdade, justiça
Peça por vidas que se esbarram
E deixe-as decidir sozinhas.
Flores quando bóiam no mar
São como aves que andam no chão
Como vento que desce do céu
Como valsa que leva o som.
Só de lua e de estrelas
Vivo por estar
Sonho por ser
E amo, por existir.
DESEJOS
Desejos
Eu queria poder voar
- como uma ave –
Ser livre
- feliz –
Gritar até faltar a voz
Atravessar o oceano
Mergulhar no mar
E saltar ao vento
Vendo e participando da mágica do sol-poente
Que incandescente
Inflama meu coração criança
E me faz chorar,
Porque eu não posso fazer nada disso!
Eu queria poder voar
- como uma ave –
Ser livre
- feliz –
Gritar até faltar a voz
Atravessar o oceano
Mergulhar no mar
E saltar ao vento
Vendo e participando da mágica do sol-poente
Que incandescente
Inflama meu coração criança
E me faz chorar,
Porque eu não posso fazer nada disso!
LEMBRANÇAS
Lembranças
Hoje quando vi as nuvens baixas,
Me lembrei de você.
Hoje, quando ouvi uma música ao longe,
Me lembrei de você.
De você me lembrei também, quando vi o mar
Quando vi o céu,
E a madrugada.
No momento em que um pássaro, lindo, planou sobre aquelas pedras
Não puder reter no pensamento uma pergunta:
Teria se lembrado de mim, amigo?
Hoje quando vi as nuvens baixas,
Me lembrei de você.
Hoje, quando ouvi uma música ao longe,
Me lembrei de você.
De você me lembrei também, quando vi o mar
Quando vi o céu,
E a madrugada.
No momento em que um pássaro, lindo, planou sobre aquelas pedras
Não puder reter no pensamento uma pergunta:
Teria se lembrado de mim, amigo?
SEM TODAS AS COISAS
Sem todas as coisas
Sem o sol, tenho a lua
Sem a lua, tenho as estrelas
Sem as estrelas, tenho as nuvens
Sem as nuvens, tenho o mar
Sem o mar, tenho a terra
Sem a terra, tenho as palavras
Sem as palavras, tenho a melodia
Sem a melodia, tenho o olhar
Sem o olhar, tenho as mãos
Sem as mãos, tenho o sonho
Sem o sonho, tenho a esperança
Sem a esperança...
Não tenho mais nada.
Sem o sol, tenho a lua
Sem a lua, tenho as estrelas
Sem as estrelas, tenho as nuvens
Sem as nuvens, tenho o mar
Sem o mar, tenho a terra
Sem a terra, tenho as palavras
Sem as palavras, tenho a melodia
Sem a melodia, tenho o olhar
Sem o olhar, tenho as mãos
Sem as mãos, tenho o sonho
Sem o sonho, tenho a esperança
Sem a esperança...
Não tenho mais nada.
INESQUECÍVEL
Inesquecível
Quem a viu?
Sorrindo, brincando, cantando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Dançando, pulando, vibrando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Beijando, abraçando, acariciando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Inventando, criando, aprontando.
Vai amá-la para sempre!
Nunca vai esquecer!
Quem a viu?
Sorrindo, brincando, cantando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Dançando, pulando, vibrando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Beijando, abraçando, acariciando.
Nunca vai esquecer.
Quem a viu?
Inventando, criando, aprontando.
Vai amá-la para sempre!
Nunca vai esquecer!
AQUI E LÁ
Aqui e lá
O que faz o mar do lado de lá?
Tão sólido, tão firme, tão verdadeiro!
O que faz a lua do lado de lá?
Tão cheia, tão nova, tão evidente!
O que fazem todas as estrelas lá no céu?
Tão atentas, tão iluminadas, tão intensas!
O que faço, eu, aqui, do lado de cá?
Aqui em baixo, aqui no escuro?
É...
Sonho, aspiro, desejo, reclamo, proclamo
E luto.
Para ir, enfim, para lá.
O que faz o mar do lado de lá?
Tão sólido, tão firme, tão verdadeiro!
O que faz a lua do lado de lá?
Tão cheia, tão nova, tão evidente!
O que fazem todas as estrelas lá no céu?
Tão atentas, tão iluminadas, tão intensas!
O que faço, eu, aqui, do lado de cá?
Aqui em baixo, aqui no escuro?
É...
Sonho, aspiro, desejo, reclamo, proclamo
E luto.
Para ir, enfim, para lá.
AINDA AMO
Ainda amo
Só de sonhos e de esperanças
Só de desculpas e promessas
Só de lembranças e espera
Vivo por ser
Luto por ver
E amo por existir.
Por quanto tempo??
Só de sonhos e de esperanças
Só de desculpas e promessas
Só de lembranças e espera
Vivo por ser
Luto por ver
E amo por existir.
Por quanto tempo??
O LAGO
O lago
Um lago se forma a meus pés
São promessas vazias
São esperanças delirantes
São esperanças de atenção.
Alimentam o lago:
Mais desculpas, mais promessas, mais decepção.
E o lago cresce.
Nova luta e nova insistência
Novo caminho, novo incentivo
Velhas promessas, velhos delírios
E só o lago agora a nos separar.
Para sempre?
Um lago se forma a meus pés
São promessas vazias
São esperanças delirantes
São esperanças de atenção.
Alimentam o lago:
Mais desculpas, mais promessas, mais decepção.
E o lago cresce.
Nova luta e nova insistência
Novo caminho, novo incentivo
Velhas promessas, velhos delírios
E só o lago agora a nos separar.
Para sempre?
A IMAGEM DO AMOR
A imagem do amor
Sua luz encandeia
Sua áurea acalma
Sua energia envolve
Seu riso derrete
Seu abraço aquece
Seu carinho emociona
Seu beijo cura
Seu amor...
Seu amor é capaz de realizar milagres!
Sua luz encandeia
Sua áurea acalma
Sua energia envolve
Seu riso derrete
Seu abraço aquece
Seu carinho emociona
Seu beijo cura
Seu amor...
Seu amor é capaz de realizar milagres!
SALVADORA
Salvadora
Ela eleva meu espírito
Mesmo quando estou sangrando.
Ela encanta minha alma
Mesmo quando estou sem luz.
Ela aquece meu coração
Mesmo quando o frio é intenso.
E ela me salva
Em todas as vezes que penso que vou me perder.
Ela eleva meu espírito
Mesmo quando estou sangrando.
Ela encanta minha alma
Mesmo quando estou sem luz.
Ela aquece meu coração
Mesmo quando o frio é intenso.
E ela me salva
Em todas as vezes que penso que vou me perder.
PARA ONDE?
Para onde?
Onde foram parar os sonhos?
Quando a vida era só uma expectativa.
Quando o futuro era só uma esperança.
Quando nós não sabíamos nada do que sabemos hoje.
Onde foram parar os desejos?
Quando olhávamos para o céu juntos e sorríamos.
Quando chamávamos um ao outro por apelidos e respondíamos.
Quando dançávamos até o amanhecer e não nos cansávamos nunca.
Onde forram parar as ilusões?
Quando tudo que desejávamos era o amor.
Quando tudo o que buscávamos, buscávamos juntos.
Quando tudo o que precisávamos era estarmos um com o outro e mais ninguém.
Onde fomos parar???
Onde foram parar os sonhos?
Quando a vida era só uma expectativa.
Quando o futuro era só uma esperança.
Quando nós não sabíamos nada do que sabemos hoje.
Onde foram parar os desejos?
Quando olhávamos para o céu juntos e sorríamos.
Quando chamávamos um ao outro por apelidos e respondíamos.
Quando dançávamos até o amanhecer e não nos cansávamos nunca.
Onde forram parar as ilusões?
Quando tudo que desejávamos era o amor.
Quando tudo o que buscávamos, buscávamos juntos.
Quando tudo o que precisávamos era estarmos um com o outro e mais ninguém.
Onde fomos parar???
O CÉU, AS ESTRELAS E TODOS OS ANJOS
O céu, as estrelas e todos os anjos
Me disseram, que no dia 11 de junho
O céu brilhava!
Me contaram, que no dia 11 de junho
Todas as estrelas estavam no céu!
Me falaram, que no dia 11 de junho
Todos os anjos choravam de tanta emoção!
Então, resolvi descobrir o que tinha acontecido
De tão glorioso nesse dia.
E assim que eu percebi, que era o seu aniversário,
Compreendi, imediatamente
A atitude do céu
Das estrelas
E de todos os anjos.
Me disseram, que no dia 11 de junho
O céu brilhava!
Me contaram, que no dia 11 de junho
Todas as estrelas estavam no céu!
Me falaram, que no dia 11 de junho
Todos os anjos choravam de tanta emoção!
Então, resolvi descobrir o que tinha acontecido
De tão glorioso nesse dia.
E assim que eu percebi, que era o seu aniversário,
Compreendi, imediatamente
A atitude do céu
Das estrelas
E de todos os anjos.
ESTRELA CADENTE
Estrela cadente
Veja!
No céu!
Algo se move e pisca!
Rápido!
Faça um pedido!
Peça pra Deus trazer a felicidade
E guardá-la em seu armário
Pra que ela nunca mais escape!
Rápido!
Peça por mim
Por teu pai
Tua mãe
Tua tia.
Peça a Deus pra trazer saúde
E paciência.
Peça um belo dia de sol
Com pouco vento sul.
Não demore!
O pedido deve ser feito logo!
Já sei!
Peça pra Ele trazer aquele moço por quem chora!
Peça com fervor que Ele vai ouvir!
Oh! Que pena...
Não pediu a tempo...
A estrela já se foi!
Veja!
No céu!
Algo se move e pisca!
Rápido!
Faça um pedido!
Peça pra Deus trazer a felicidade
E guardá-la em seu armário
Pra que ela nunca mais escape!
Rápido!
Peça por mim
Por teu pai
Tua mãe
Tua tia.
Peça a Deus pra trazer saúde
E paciência.
Peça um belo dia de sol
Com pouco vento sul.
Não demore!
O pedido deve ser feito logo!
Já sei!
Peça pra Ele trazer aquele moço por quem chora!
Peça com fervor que Ele vai ouvir!
Oh! Que pena...
Não pediu a tempo...
A estrela já se foi!
FELIZ ANIVERSÁRIO
Feliz aniversário
Hoje é o seu dia
Sua história será escrita agora
Seus sonhos germinarão
E sua vontade determinará seus passos.
Hoje é seu o dia
Seus primeiros movimentos
Suas primeiras impressões
Suas primeiras escolhas.
Hoje é o seu dia
Tudo será por sua causa
Tudo levará sua marca
Na lembrança, só mesmo você.
E, hoje é nosso dia
Porque você faz parte desta família
Parte de cada um de nós
Em você somos todos uma só pessoa.
Feliz aniversário para todos nós!
Hoje é o seu dia
Sua história será escrita agora
Seus sonhos germinarão
E sua vontade determinará seus passos.
Hoje é seu o dia
Seus primeiros movimentos
Suas primeiras impressões
Suas primeiras escolhas.
Hoje é o seu dia
Tudo será por sua causa
Tudo levará sua marca
Na lembrança, só mesmo você.
E, hoje é nosso dia
Porque você faz parte desta família
Parte de cada um de nós
Em você somos todos uma só pessoa.
Feliz aniversário para todos nós!
AMOR À PRIMEIRA VISTA
Amor à primeira vista
Tudo nela parece perfeito
Tudo nela parece novo
Tudo como se fosse o primeiro
Mas já vi esses olhos
Já vi essa boca
Esse modo de rir
Mas a alegria é outra
A expectativa é inédita
E o amor...
O amor é apenas o começo!
Tudo nela parece perfeito
Tudo nela parece novo
Tudo como se fosse o primeiro
Mas já vi esses olhos
Já vi essa boca
Esse modo de rir
Mas a alegria é outra
A expectativa é inédita
E o amor...
O amor é apenas o começo!
EU ACREDITO
Eu acredito
Se você só existisse em meus sonhos
Eu acreditaria...
Se você só aparecesse em minhas preces
Eu acreditaria...
Se você só viesse em meus devaneios
Eu acreditaria...
Se você só chegasse em minha mente
Eu acreditaria...
Se você, apesar de tudo, só existisse guardada no meu coração
Ainda assim, eu acreditaria que um dia seria minha filha.
Se você só existisse em meus sonhos
Eu acreditaria...
Se você só aparecesse em minhas preces
Eu acreditaria...
Se você só viesse em meus devaneios
Eu acreditaria...
Se você só chegasse em minha mente
Eu acreditaria...
Se você, apesar de tudo, só existisse guardada no meu coração
Ainda assim, eu acreditaria que um dia seria minha filha.
MILAGRES ACONTECEM
Milagres acontecem
A luz
O som
O movimento.
O riso
O olhar
O abraço.
O carinho
A percepção
A ternura.
A zanga
A manha
A teimosia.
O cheiro
O gosto
O calor.
O temor
O amor
A vida.
Milagres acontecem.
A luz
O som
O movimento.
O riso
O olhar
O abraço.
O carinho
A percepção
A ternura.
A zanga
A manha
A teimosia.
O cheiro
O gosto
O calor.
O temor
O amor
A vida.
Milagres acontecem.
NATAL
Natal
Tempo de suavizar tensões e receios
Tempo de minimizar dores e inseguranças
Nossas e do mundo.
Tempo de rever sonhos e desejos escondidos
Tempo de tornar possível as luzes e as cores
Nossas e do mundo.
Tempo de reparar erros e mal entendidos
Tempo de perdoar e desculpar atitudes
Nossas e do mundo.
Tempo de superar e seguir a diante
Tempo de sermos pessoas melhores e amar incondicionalmente
A nós mesmos e ao mundo.
Tempo de suavizar tensões e receios
Tempo de minimizar dores e inseguranças
Nossas e do mundo.
Tempo de rever sonhos e desejos escondidos
Tempo de tornar possível as luzes e as cores
Nossas e do mundo.
Tempo de reparar erros e mal entendidos
Tempo de perdoar e desculpar atitudes
Nossas e do mundo.
Tempo de superar e seguir a diante
Tempo de sermos pessoas melhores e amar incondicionalmente
A nós mesmos e ao mundo.
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