quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

QUEM SOU EU

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Quem devo ser eu?
Sou um sopro?
Uma sombra?
Um espasmo?
Preciso de respostas, agora.
Será que sou um coração despedaçado,
Ou a inspiração que anda?
Quem sabe o amante em busca de um muro,
Ou um muro a ser rabiscado pelos que amam?
Passo pela rua e vejo pessoas
Com as mesmas dúvidas.
Então volto e me questiono novamente:
Sou o amanhã
O hoje
O ontem agora morto?
Serei uma das gotas de orvalho
De uma dessas madrugadas quaisquer,
Que ninguém viu?
Talvez eu seja um vento.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um vento,
Pois não posso viajar pelo mundo a fora
Varrendo mágoas
Ou sepultando felicidades!
Talvez eu seja um grão de areia.
Queria o ser!
Mas...
Não, não sou um grão de areia,
Pois não poderia ser igual aos outros grãos
Nem tão puro d’alma quanto eles!
Talvez eu seja uma andorinha
Ou um pintassilgo
Talvez uma gaivota.
Queria os ser!
Mas...
Não, não sou uma andorinha
Ou um pintassilgo
Ou uma gaivota,
Pois não faço verões,
Nem canto doces melodias,
Nem plano sobre oceano saudosista!
E agora?
Talvez eu seja o amor
A tristeza
Ou a esperança de ser feliz!
Não, não sou nada disso!
Sou um mero animal pensante.
Que anda
Que fala
E que escreve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário